quinta-feira, 2 de julho de 2009

Para anotar no caderninho

Castelos à parte…

O relator do processo de Edmar Moreira no Conselho de Ética, Nazareno Fonteles (PT-PI), sugeriu que o ilustre deputado perdesse o mandato por ter usado de maneira inaceitável a verba indenizatória oferecida pelo governo. Seu parecer foi rejeitado.

Votaram a favor da cassação de Edmar Moreira:

- Nazareno Fonteles (PT-PI)

- Ruy Pauletti (PSDB-RS)

- Solange Amaral (DEM-RJ)

- Roberto Magalhães (DEM-PE)

- Suplente de ACM Neto (DEM-BA)

Votaram contra a cassação:

- Sergio moraes (PTB-RS)

- Hugo leal (PSC-RJ)

- Mauro Lopes (PMDB-MG)

- Nelson Meurer (PP-PR)

- Wladimir Costa (PMDB-PA)

- Moreira Mendes (PPS-RO)

- Urzeni Rocha (PSDB-RR)

- Sergio Brito (PDT-BA)

- Lucio do Vale (PR-PA)

- Suplente de Pedro Eugênio (PT-PE)

Abstenção: Abelardo camarinha (PSB-SP)


Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Quando são agredidos é ditadura, quando agridem é democracia?

 

Por que o pessoal do SINTUSP e demais grevistas podem fazer o barulho que quiserem e ocupar os espaços que quiserem e os que têm opinião contrária não?

Cadê a democracia nisso?

domingo, 14 de junho de 2009

Polícia na Cidade Universitária? Bombas contra estudantes? O que é isso?

 

Realmente, é impressionante. Faço parte da USP desde 1998 (sim, porque uma vez uspiano, uspiano para sempre), e sempre me deparei com situações de greve, na maioria das vezes, equivocadas.

Os que reivindicam, sempre reivindicam coisas misturadas, é aumento de salário dos professores, é refeição aos sábados, é circular a mais, é contra a demissão de fulano, é sobre o ensino à distância, enfim, são questões que já vi ao longo desses anos todos e que cabem a estâncias de decisão diferentes e que deveriam ser tratadas de maneira mais organizada e separada. Nem eles mesmos sabem ao certo que bandeira querem levantar.

Uns falam que os estudantes atiraram pedras, outros que a PM atacou sem que houvesse ameaça real por parte dos estudantes, enfim. O caso é que, analisando sem hipocrisia, sem arrogância, sem “Sou mártir da ditadura” ou “É tudo maconheiro filhinho de papai, pau neles”, é possível pensar neste episódio de maneira menos passional.

Vi alguns vídeos disponibilizados na Internet e não consegui ver alunos atirando pedras contra a PM. O que vi, sim, foram alunos proferindo palavras e postura de chacota frente à PM que é o braço armado do Estado, responsável pela força do Estado (quem não faltou às aulas de Política I sabe disso). Ok. Homens adultos, fardados, treinados e armados, deveriam saber contornar essa situação sem atirar bombas dentro da maior universidade da América Latina, símbolo de luta contra a ditadura e repressão militar. Porém, aqueles alunos, sabendo da realidade do preparo de nossa polícia e, sabendo dos riscos de um confronto físico com eles, deveriam pensar mais vezes. Não são os estudantes, os intelectuais? Pois então, pensem melhor, aproveitem toda a erudição e facilidade de expressão que adquiriram em tanto estudo – sim, porque somos beneficiados com essas características quando nos dedicamos aos estudos, sobretudo na área de Humanas – e atuem de maneira mais proveitosa e menos arriscada para suas próprias vidas e para o patrimônio público. Muitos são incapazes de respeitar aos outros, atuando eles próprios como ditadores – ou melhor dizendo, como egoístas? – , ao impor aos que estão estudando ou precisam estudar, o barulho, a desordem, salas invadidas... Lembro-me de que na pós, nós, alunos que viviam de bolsa ou que estudavam e trabalhavam (tendo nas horas em que iam para as aulas, horas a menos de trabalho, o que fazia falta no fim do mês) e tinham, portanto, prazos a cumprir, encontrávamo-nos impedidos de assistir às nossas aulas, com cronograma já tão apertado, porque haviam tapado corredores com carteiras, o que, inclusive, quebrava muitas delas. E quem pagava por isso? Ninguém. Professores e funcionários que querem continuar em suas atividades também têm este direito. Sim, direito.

Voltando ao episódio em questão, se a situação fosse a de uma polícia como a vista nos tempos de ditadura, se pessoas fossem arrancadas para serem conduzidas a salas de tortura, se pessoas fossem arrancadas do seio de seu lar para serem levadas a campos de concentração, se às pessoas fossem ceifadas seu direito de resposta, seu direito de expressão, seu direito de ir e vir, enfim, seus direitos civis básicos, aí ok, aí é se jogar com tudo, com pau, com tudo contra a ditadura. Dá para entender.

Porém, não é isso o que acontece em nosso país. Apesar de muitas pessoas sentirem-se contrariadas em relação ao que afirmarei agora, vivemos numa democracia. Sim, vivemos sim, quer você goste, quer não goste.

Organização, disciplina e coerência é a palavra de ordem. Unidades deveriam se unir e pensar de maneira ordenada e aí sim, reivindicar de maneira que possa ser ouvida porque da maneira como aconteceu nesse dia 9 de junho de 2009, meus amigos, não serão ouvidos. Sobre o SINTUSP, então, nem vale a pena falar.

Além disso, muito cuidado com a depredação. Piquetes e etc, impedir o direitos de pessoas que querem trabalhar ou ter aula é, sim, ilegal. Muitas vezes alunos da USP acham que podem tudo, acham que a Cidade Universitária é um mundo à parte e não é bem assim. Existe, sim, a autonomia da universidade, a universidade como fórum de debate e tudo isso, porém, invadir e depredar não pode e, quando isso acontece (como aconteceu com a Reitoria em 2007), a polícia deve intervir como braço armado do Estado, o que já disse no começo deste texto. Mais responsabilidade, pessoal, mais objetividade, cabeça no lugar, organização, perguntem a si mesmos: o que vamos reivindicar? E aí pensem em maneiras impactantes de fazê-lo, maneiras estas que aumentem o respeito em relação aos estudantes das universidades públicas na sociedade porque, se vocês não sabem, a imagem de vocês não é das melhores e sim, vocês têm certas obrigações em relação à sociedade.

E não se enganem meus garotos: você não viveram, não vivem e, se deus quiser, jamais viverão numa ditadura. Não tentem reproduzir aqueles episódios lastimáveis, não tentem experimentar o que é ser um mártir da ditadura. O ser humano verdadeiramente inteligente aprende por meios de livros, por meio de filmes, de áudios, de experiências passadas, o ser humano verdadeiramente inteligente aprende através destes canais o que é e o que não é desejável viver, para provar sabe lá deus o que para si mesmo e para os outros. Evitem este equívoco. Não desejem o indesejável.

Os estudantes, professores, funcionários, reitor e seja lá quem mais for, devem começar com um debate interno. Sim, porque até compreensão interna falta. A partir daí, devem saber o que reivindicar. A educação no Brasil está uma vergonha, isso é fato, e cabe, a meu ver, às universidades públicas servirem de debatedores e órgão de vigia em relação à atuação do Estado no que se refere à educação em todos os níveis. Dêem-se ao respeito e assumam uma atitude de respeito, uma atitude central nesse debate. Pensem naqueles que saem do colégio sem saber escrever. Ampliem a discussão da educação para toda a sociedade e façam algo concreto pra o bem de todos. Eu disse de todos.

E para os que estão de fora da USP e estão lendo este texto, apenas gostaria de registrar que aqueles não são a maioria dos estudantes – nem das Humanidades – daquela instituição de ensino.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Artigo sobre teoria da justiça e financiamento político

 

Aqui vai um artigo meu. para quem quiser ou aguentar ler. Sim, porque ler artigos acadêmicos exige uma paciência que não é fácil.

O título do artigo é “Teoria da Justiça e Financiamento de Partidos Políticos e Campanhas Eleitorais - A influência do poder econômico na esfera política e seus efeitos para o valor eqüitativo das liberdades políticas”

 

Para ler, clique no link:

http://www.geocities.com/politicausp/teoriapol/Direi_liberdades_demo/Pironi.pdf

 

Enjoy it!

sábado, 30 de maio de 2009

Um carro é roubado por hora em Jundiaí

 

Vi esta estatística no jornal da cidade de quarta-feira. Ok, ela não é novidade para ninguém. Jundiaí é, hoje, um antro para ladrões de carros. E o seguro dos automóveis? Só subindo. Hoje não se paga mais seguro apenas para o caso de batidas mas, sobretudo, para o caso de roubos. O preço das seguradoras dispara e a sensação de ter de trabalhar para comprar um bem, depois trabalhar para pagar impostos para mantê-lo e ainda pagar para que não levem embora o que é seu por direito?

E aí, até quando essa “pouca vergonha” vai continuar? Quando as autoridades municipais vão passar a, efetivamente, cobrar uma ação conjunta do governo estadual no sentido de melhorar a segurança da cidade?

São sequestros relâmpagos à luz do dia, assaltos e, o que mais acontece, carros roubados.

Eu mesma tive o meu roubado durante um curto período em que eu havia me mudado de São Paulo para Jundiaí e pensei: “Bem aqui é mais sossegado, renovarei o seguro mês que vem”, e o que aconteceu??? Meu carro foi roubado em plena luz do dia, e nunca recuperado.

Revoltante.

Jundiaí é uma cidade cara em todos os sentidos, deveria assistir aos cidadãos de maneira mais efetiva.

Acordem! Atuem! Esperamos melhorias nesse sentido!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A apatia política

 

Em nossa entrevista à Rádio Cidade de Jundiaí apresentamos os resultados obtidos na pesquisa “Jundiaí – Cenário político após as eleições municipais de 2008” (os dados podem ser encontrados na página da Hegemon na Internet - http://www.hegemon.com.br). Sem dúvida, um dos dados que mais geraram debate foi o referente ao grau de conhecimento da população jundiaiense em relação ao seu prefeito: quando perguntamos se o entrevistado sabia quem era o prefeito da cidade, 11,8% respondeu quem não sabia.

Podemos interpretar este número como sendo fruto da apatia política que vem atingindo os regimes políticos do mundo inteiro. Em países onde o voto é facultativo, tem havido uma queda no índice de comparecimento do eleitorado à eleição (existindo, porém, exceções como a eleição de Barack Obama em 2008, que mobilizou 64,1% dos leitores, um recorde apenas comparado ao observado na eleição presidencial de 1960, quando 63,1% do eleitorado foi às urnas e elegeu John Keneddy o líder máximo da nação norte americana). No caso do Brasil, em que o voto é obrigatório, o que observamos é um número cada vez maior de pessoas que votam e, no ano seguinte, sequer se lembram em quem votaram.

A apatia política pode estar relacionada aos altos níveis de corrupção de um país ou unidade nacional, que tende a fazer com que o eleitorado sinta-se incapaz de interferir, de fato, nas questões políticas, o que faz com que o custo de se votar conscientemente (lembrando que o custo da busca de informação para que se proceda um voto, de fato, informado, é bastante alto); ao distanciamento dos partidos políticos de suas bases, ou seja, dos cidadãos, fazendo com que os partidos pareçam apenas siglas sem qualquer identificação mais consistente; à escolha por não participar da vida política, escolha esta baseada no direito liberal de se escolher qual a melhor maneira de se levar a vida, enfim, a apatia política pode ter várias causas, muitas vezes, associadas.

Como combatê-la de maneira eficaz tem sido um dos objetos de estudo de cientistas políticos do mundo inteiro.

Cristiane Pironi

Cientista Política

Consultora da Hegemon Estratégia – Consultoria e Pesquisa

terça-feira, 5 de maio de 2009

Financiamento político

 

Entrevista do Prof. Bruno Speck, da Unicamp, à GloboNews sobre o financiamento político.